Negrestudo: raça, gênero e poder nas galerias de São Paulo

YURA JOURNAL / PESQUISA & CULTURA

SÃO PAULO / 2019 — 2026

PESQUISA INDEPENDENTE / ARQUIVO 2019

Negrestudo.

Raça, gênero e poder nas galerias de São Paulo.

Mapeamento da raça, gênero e local de nascimento de artistas representades pelas galerias de arte da cidade de São Paulo. O manuscrito de ARIÊ, em português integral, com seus elementos gráficos e notas editoriais atuais.

Composições radiais das disparidades da pesquisa, criadas por ARIÊ. Prancha 19 do manuscrito.
ARIÊ / Negrestudo · composições radiais, 2019.
Registro histórico. Limitações e divergências nas notas críticas.
PESQUISA2019 · contatos em junho; coleta indicada entre agosto e dezembro
MANUSCRITOData de redação não declarada · PDF original de 20 páginas
PUBLICAÇÃO NA YURA6 de novembro de 2026

MANUSCRITO ORIGINAL · TRANSCRIÇÃO INTEGRAL

A presença de artistas negres dentro das galerias de arte de São Paulo

Uma breve apresentação da formação do circuito de galerias de arte de São Paulo

O cenário de galerias de arte em São Paulo vem sendo formado desde a década de 40, iniciando a partir da realização de alguns salões de arte e exposições de artistes brasileires e estrangeires que irão gerar os primeiros centros de comércio. Mas foi com a eclosão da Segunda Guerra Mundial que vemos uma maior profissionalização do mercado de arte brasileira devido a um grande número de marchands e colecionadores da Europa, que tiveram sua migração incentivada pelo governo brasileiro por terem de fugir de seus países de nascimento. Nesta época o Rio de Janeiro ainda era a cidade central quanto ao meio artístico, tendo instituições como o MAM – Museu de Arte Moderna – RJ, IAB – Instituto dos Arquitetos Brasileiros e as galerias Askanazy e Tenreiro sendo referências e pontos de encontro para artistas. Em São Paulo, temos como maiores destaques culturais o MAM – Museu de Arte Moderna – SP e a galeria Domus. Esta galeria vem a falir apenas alguns anos depois de sua fundação, assim como outras menores da cidade 1 .

Com a acentuada industrialização e tendo grandes investimentos econômicos liberais no país, os anos 50 vieram com fortes iniciativas institucionais em todas as áreas, inclusive na arte moderna. Temos as fundações do MASP – Museu de Arte de São Paulo, e a realização da 1ª Bienal de São Paulo, transformando a cidade em uma vanguarda internacional de produção artística e valorizando as obras de artistas brasileires em um cenário global. No final da década, ainda houve a fundação da Galeria São Luís, outro espaço que fortaleceu e agitou o mercado cultural2 .

Em consequência da vasta produção artística realizada nos anos 50, muito incitada pela ideia de progresso que havia no Brasil nesta época, os anos 60 surgem com o estabelecimento de um mercado de galerias maior, estas quais: Selearte, Mirante, Art Art (talvez a primeira galeria a exibir arte contemporânea em São Paulo), R e R, Arte Global (dirigida na época por Raquel Arnaud, que funda uma galeria com seu nome ainda na mesma década), Astréia, Atrium, Cosme Velho e Seta. O crescimento e estruturação do mercado é tal que dão margem para a formação de um espaço de contestação, de contracultura, como a Rex Gallery3, que se comporta de maneira afrontosa e questionadora sobre o sistema de comercialização das obras de arte e se propondo como um espaço para criação de uma nova vanguarda. Essa crescente estabilização das galerias, deu solo para que nos anos 70 o mercado recebesse outras linguagens artísticas além das tradicionais (como a fotografia, videoarte, arte ambiental, performance, livro de artista, entre outros), modificando a forma como a galeria lidava com o público, exigindo diferentes espaços expositivos e políticas culturais (temos um forte desenvolvimento da arte-educação nesse período. Mesmo em meio a uma ditadura militar, a FUNARTE e a Pinacoteca do Estado de São Paulo despontavam como propiciadoras de formação artística de qualidade e com conscientização política. Escolas privadas adicionaram cursos de arte em seus currículos, assim como os museus abriram uma série de cursos. Temos também a fundação da Escola de Artes do Parque Lage no Rio de Janeiro e a Escola Brasil, em São Paulo). Contudo, há um grande trauma no final da década, o incêndio do MAM-RJ em 1978, com perda de cerca de 80% de seu acervo.

Com o aumento de instituições e zonas de comércio cultural em São Paulo, vemos um “boom” acontecer nos anos 80, quando funda-se boa parte das galerias que dominam o mercado até hoje, como a Luisa Strina, a Galeria Millan, a Nara Roesler, a Raquel Arnaud e a Casa Triângulo.

Temos outras galerias surgindo ao longo dos anos 90 também, como a Baró, Marilia Razuk e a Brito Cimino (depois tornando-se Luciana Brito), (Pinacoteca - Emanoel aquisições) assim como nos anos 2000 com a Fortes Vilaça (atualmente Fortes D’Aloia e Gabriel), a Bergamin & Gomide, a Vermelho, a Mendes Wood e a Leme.

Em 2004 foi fundado o Museu Afro-Brasil, o primeiro em São Paulo a contar em seu acervo com “diversos aspectos dos universos culturais africanos e afrobrasileiros” (site do Museu Afro-Brasil), fortalecendo, e muito, a subjetividade e a luta da comunidade negra no cenário institucional. Foi a partir dele e da regência de seu curador e diretor Emanoel Araújo, desde seu trabalho como diretor da Pinacoteca, que as instituições de arte passaram a dar passos fundamentais em direção à criação da consciência sobre a necessidade de revisar e reelaborar a história da arte na contemporaneidade, chegando ao passo da reparação ao passar a incluir artistas negres no mercado e em seus acervos.

Estímulo inicial

Talvez a frente profissional mais tradicional para quem se forma no curso de artes visuais seja a produção artística, que por sua vez tem seu comércio realizado majoritariamente em galerias. Ao olharmos para o cenário local das artes paulistanas, nos deparamos com uma excessiva normatividade quanto ao local social dos participantes. As galerias, os museus, as diversas exposições em centro culturais e os currículos de disciplinas da área têm algo em comum: a grande maioria de artistas contemporâneos são pessoas brancas, cis e predominantemente homens. Em decorrência, questões surgiram: “Por que as galerias e museus escolhem estes sujeitos para representarem a arte contemporânea dentro de instituições e no currículo estudado em sala de aula? Por que nosso referencial ainda é tão dominado pela branquitude? Pessoas negras, indígenas e mulheres só entram em museus em grande quantidade quando existem questões tratando de suas ausências?”. Só a reflexão não era suficiente. Surgiu então o desejo de realizar um mapeamento que explicitasse esta iniquidade. Sabendo da impossibilidade espaço-temporal de realizar uma pesquisa extensiva nessa monografia que esgotasse os dados em todos os ambientes citados acima, foi escolhido o mercado de galerias como ponto central de problematização. Assim nasceu este projeto, que se propôs a reunir dados quantitativos e qualitativos sobre artistas das 24 principais galerias de arte da cidade de São Paulo no segundo semestre de 2019 (a pesquisa foi realizada entre os meses de agosto e dezembro).

UMA QUESTÃO
QUE PERMANECE

Quem tem lugar
no sistema
da arte?

Ler as notas desta edição ↗

Metodologia de pesquisa

Como ponto central da pesquisa, a relação de artistas de 24 das galerias de arte da cidade de São Paulo foram os primeiros dados a serem considerados, em um total de 619 nomes listados em um conjunto de tabelas – uma com informações individuais de cada galeria com as especificações de cada artista; uma com as especificações gerais quanto ao local de nascimento; e uma final, com os dados integrais de artistas de todas as 24 galerias. A primeira etapa teve início em junho de 2019, onde foi montada e enviada, para os e-mails disponibilizados nos respectivos sites das galerias, uma tabela com os itens: nome, gênero, raça e local de nascimento de todes artistes representades. Receberam esse e-mail as galerias: Andrea Rehder, Baró Galeria, Casa Triângulo, Central Galeria, Dan Galeria, Galeria Fortes D’aloia e Gabriel, , Galeria Janaína Torres, Galeria Jaqueline Martins, Galeria Leme, Galeria Luciana Brito, Galeria Luís Maluf, Galeria Luisa Strina, Galeria Lume, Galeria Marcelo Guarnieri, Galeria Marília Razuk, Galeria Mendes Wood, Galeria Millan, Galeria Nara Roesler, Sé Galeria, SIM Galeria, Galeria Superfície, Galeria Vermelho, Galeria Kogan Amaro e Zipper Galeria. Foi pedido para que esta tabela fosse preenchida com os dados pertinentes de todes artistas que são representades por cada uma.

Alguns e-mails foram respondidos ao longo de duas semanas, e passado este tempo, foi enviado um novo e-mail para aquelas galerias que ainda não haviam respondido. Entre essas respostas, tiveram algumas com a tabela preenchida como pedido, outras fizeram convites para conversas nas galerias (seguidas do preenchimento da tabela) e algumas se recusaram a participar da pesquisa. As galerias que responderam à pesquisa foram: Lume, Marilia Razuk, Dan Galeria, Central Galeria, Baró, Superfície, Luis Maluf, Janaina Torres, Marcelo Guarnieri e Jaqueline Martins. As que se recusaram a responder a pesquisa foram a Galeria Kogan Amaro e a Galeria Leme. A Galeria Nara Roesler respondeu avisando que iria fazer a coleta dos dados, mas nunca retornou com os mesmos. As outras nunca responderam o e-mail.

A segunda etapa da pesquisa - coleta de dados manualmente - teve início após a constatação de que algumas galerias não iriam responder com a tabela preenchida. Após tomar conhecimento de quais artistas eram representados por quem, o presente pesquisador pesquisou sobre as obras, a biografia, as imagens e o local de nascimento de cada uma das artistas através de seus sites pessoais e o da galeria que as representava. Foi utilizado este método devido a ser o mais ágil. A partir desta investigação, chegou-se à conclusão de qual era o gênero e a raça de cada artista. Entende-se aqui que a eficácia dos apontamentos para cada indivíduo pode ter uma margem de erro mínima. Também é importante pontuar aqui a consciência de que a coleta manual não foi realizada através do método da autodeclaração, a qual muitos tratam como formato mais preciso quanto a identidade cultural – porém, além de entendermos que este método aplicado nesta pesquisa seria exaustivo e possivelmente invasivo, também consideramos os inúmeros recentes episódios de fraude em concursos que exigiam a autodeclaração de PPI.

Assim como não sabemos quais das galerias que responderam o questionário foram em busca de uma autodeclaração individual de todes suas artistes representades ou se utilizaram outro método para compor a tabela. Destas apenas temos a palavra da trabalhadora que intermediou o contato entre o presente pesquisador e as informações pertencentes tanto às artistes quanto a galeria.

Após colhido e organizado todos os dados que a pesquisa se propôs a obter, as tabelas e suas respectivas listas foram criadas. Nestas, cada uma das galerias pesquisadas contém a unidade e as porcentagens respectivas sobre o gênero, a raça e o local de nascimento das artistas, seguidas de uma lista de todas elas somadas. A partir dos valores totais obtidos, se calculou a porcentagem de cada grupo representado e/ou ausente.

A divulgação desses dados foi pensada para diferentes mídias: foram produzidos infográficos que posteriormente vieram a ser publicados em uma conta criada no instagram para o projeto. Estes mesmos infográficos seriam adaptados em formato de zine e distribuídas para todas as galerias de arte citadas nesta pesquisa, além de também enviadas para alguns museus de arte da cidade de São Paulo, contudo, devido à pandemia do Covid-19 entendemos que não fazia sentido manter o plano de produção da publicação física. Foi feito um gráfico que reúne os dados combinados sobre raça e gênero; um gráfico que fala sobre a disparidade racial; um gráfico que fala sobre a disparidade geral de gênero; um gráfico que fala sobre a disparidade dos locais de nascimento; e gráficos que entrecruzam os dados em cada um dos segmentos como por exemplo, a disparidade racial entre as mulheres cis, ou a disparidade de gênero entre as pessoas brancas, etc. Todas as tabelas se manterão disponíveis para consulta livre na web pelo link que está nas referências bibliográficas.

É de nosso interesse deixar os procedimentos realizados para a estruturação desta pesquisa em plena evidência pois não pretendemos usar nenhum recurso que os maquila. O discurso que é construído aqui não carrega consigo uma verdade totalizante, mas um caráter processual. Ao mesmo tempo que há o manejo da construção desse projeto com uma metodologia científica, também há um tensionamento real e objetivo sobre as questões que ele aborda. A partir destas tabelas outros processos artísticos já estão a ser desenvolvidos e deixo em aberto para que haja a possibilidade de continuidade das investigações sobre o mesmo objeto de estudo. O planejamento do projeto visa que em sua segunda edição haja criação de um site que atualize semestralmente esses dados.

O mercado da arte e a exclusão de pessoas negras

A partir dos dados coletados, podemos observar o tamanho da exclusão existente para alguns grupos dentro do circuito profissional das artes. Contudo, fica evidente que a questão mais alarmante corresponde à predominância de pessoas brancas. Dos 619 nomes levantados pela pesquisa, apenas 46 pessoas não são brancas. Destas, 27 são pessoas negras - 23 homens e apenas 4 mulheres; 14 são pessoas asiáticas - 9 homens e 5 mulheres; 4 são pardas4 - todos homens; e apenas 1 pessoa é indígena, no caso uma artista mexicana chamada Mariana Castillo Deball, ou seja, não temos indígenas nascidos no Brasil na lista.

Também é de suma importância citar que não havia nenhuma pessoa transgênera representada pelas galerias de arte pesquisadas no período da coleta. Nos grupos de não brancos já fica dada a maioria de homens, mas isso fica ainda mais evidente quando comparamos os dados gerais onde contamos com 426 homens cis e 196 mulheres cis. As mulheres brancas são o segundo número que aparece em maior quantidade, com 183 artistas. É ainda mais gritante a diferença racial entre as mulheres, pois as 4 mulheres cis negras representam somente 2,07% entre todas as mulheres, enquanto a única indígena presente representa 0,51%. Entre os homens por mais que a diferença seja levemente menor, ainda assim é enorme: os homens cis negros representam 5,39%, enquanto não há homens indígenas nas galerias de arte de São Paulo.

Quanto ao local de nascimento era de se esperar que as galerias de arte de São Paulo tivessem mais artistas da cidade e do Estado em seu circuito e isso se confirmou. O que chama atenção aqui é a quantidade de europeus, que superam em número todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, além de todos os outros continentes da Terra; e o de estadunidenses, cujo número de artistas só não supera os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Rio Grande do Sul, além da Argentina. O estado de São Paulo é o que mais tem artistas com 203 (32,79%), sua capital se destaca tendo 153 (24,71%) enquanto todas as outras cidades juntas têm 50 (8,07%). No Brasil, a região Sudeste tem 326 (52,66%) artistas, seguida de longe pelo Nordeste com 39 (6,30%), pelo Sul com 38 (6,13%), pelo Distrito Federal com 8 (1,29%), pela região Norte com 7 (1,13%) e pelo Centro-Oeste com 6 (0,96%). Fora do Brasil, como dito anteriormente, o continente mais representado é a Europa, com 87 artistas (14,05%), seguido pela América do Sul, com 53 (8,56%), América do Norte, com 30 (4,84%), Ásia com 15 (2,42%), América Central com 9 (1,45%) e o continente africano com apenas 1 artista (0,16%), a nigeriana Otobong Nkanga. Alguns estados brasileiros não tiveram artistas representadas pelas galerias, estes são: Acre - Amapá - Amazonas - Roraima - Rondônia - Tocantins - Piauí - Mato Grosso.

Listamos abaixo todes artistes afro-brasileires da pesquisa: Emanoel Araújo, Helô Sanvoy, Eneida Sanches, CL Salvaro, Ícaro Lira, Camila Rocha, Nunca, Samuel de Saboia, Jaime Lauriano, Raphael Escobar, Vini Parisi, Crânio, Marepe, Pedro Motta, Alvaro Barrington, Antonio Obá, Deyson Gilbert, Otobong Nkanga, Paulo Nazareth, Rubem Valentim, Sônia Gomes, Alexandre Arrechea, Isaac Julien, René Francisco, Dalton Paula, Gustavo Speridião e Rafael RG.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE do segundo semestre de 20192, 57,05% da população brasileira é afrodescendente e a classe média negra já existe há mais de sete décadas, o que nos faz questionar quais são os motivos de uma tamanha falta de negres dentro do mercado de galerias de arte de São Paulo. A pesquisa também enfatiza que nos últimos anos houve um importante aumento na presença de estudantes PPI (Pretos, Pardos e Indígenas) dentro de universidades públicas e privadas, gerando um maior número de possíveis profissionais da cultura negres formades pelos cursos de artes visuais no país, dentre estes, muitos que visam uma carreira como artista. Esse aumento foi muito estimulado pela política de cotas raciais que reserva vagas para estudantes de escola pública e PPI, cujo dá seus primeiros passos no começo dos anos 2000 e tem sua consolidação com a lei nº 12.7115 em 2012. Assim, surge outra pergunta: será que a presença destes estudantes negres que entraram na universidade estão tendo uma proporcional inclusão no mercado de trabalho e no circuito institucional de arte depois de formades?

Mulheres cis? Brancas, porém apenas um terço da quantidade dos homens cis. Em 23 das 24 galerias havia mais homens cis do que mulheres cis. Apenas a Galeria Superfície aparece equilibrada, com 6 mulheres cis e 6 homens cis em seu grupo. Em todas as 24 galerias pesquisadas havia mais mulheres cis brancas do que cis negras. Sendo mais específico, em apenas 3 galerias haviam mulheres cis negras (2 na Mendes Wood, 1 na Andrea Rehder e 1 na Kogan Amaro) e apenas 1 indígena (Mendes Wood). Também é importante ressaltar aqui que as mulheres cis brancas aparecem em número oito vezes maior do que os homens cis negros (183 para 23). Abaixo listamos todas as mulheres representadas pelas galerias pesquisadas, com as mulheres negras e indígenas assinaladas em negrito:

Andrea Cypriano, Katia Canton, Alessandra Rehder, Cristina Ataíde, Eneida Sanches, Rita Gaspar Vieira, Sandra Lapage, Tatiana Arzamasova (Integrante do grupo AES+F), Amanda Mei, Courtney Smith, Elena Damiani, Maria Lynch, Maria Nepomuceno, Zhanna Kadirova, Joana Vasconcelos, Juliana Cerqueira Leite, Manuela Ribadeneira, Maricia Xavier, Mariana Palma, Sandra Cinto, Vânia Mignone, Anna Israel, Gabriela Mureb, Gisele Camargo, Mariana Manhães, Simone Cupello, Laura Miranda, Raquel Kogan, Adriana Varejão, Agnieszka Kurant, Bárbara Wagner, Beatriz Milhazes, Erika Verzutti, Gerben Mulder, Jac Leirner, Janaina Tschape, Leda Catunda, Lucia Laguna, Marina Rheingantz, Marine Hugonnier, Sara Ramo, Sergej Jensen, Sarah Lannan (artista do duo Simon Evans™), Valeska Soares, Ana Mazzei, Charbel-joseph H. Boutros, Letícia Parente, Lydia Okumura, Maria Noujaim, Martha Araújo, Regina Vater, Viola Yesiltaç, Ana Vitória Mussi, Anaisa Franco, Amalia Giacomini, Denise Milan, Renata Egreja, Alice Shintani, Amelia Toledo, Ana Paula Oliveira, Ana Sario, Angélica Teuta, Flávia Ribeiro, Gabriela Machado, Gerty Saruê, Laura Vinci, LIUBA, Luciana Ohira, Mariannita Luzzati, Niobe Xandó, Paola Junqueira, Silvia Velludo, Sonia Andrade, Tomie Ohtake, Ana Dias Batista, Johanna Calle, Lucia Mindlin Loeb, Mabe Bethonico, Maria Laet, Mariana Serri, Raquel Garbelotti, Renata Tassinari, Ana Prata, Lenora de Barros, Regina Parra, Sandra Antunes Ramos, Tatiana Blass, Débora Bolsoni, Yasmin Guimarães, Betty Leirner, Neide Sá, Anna Costa e Silva, Guga Szabzon, Ana Maria Tavares, Carla Zaccagnini, Carmela Gross, Chiara Banfi, Clara Ianni, Claudia Andujar, Dora Longo Bahia, Gabriela Albergaria, Lia Chaia, Marilá Dardot, Motta (do duo Motta e Lima), Rosângela Rennó, Tania Candiani, Helena Martins-Costa, Kika Levy, Kitty Paranaguá, Luciana Magno, Marcia Thompson, Renata Pelegrini, Sandra Mazzini, Talitha Rossi, Camila Rocha, Estela Sokol, Isabelle Borges, Katia Salvany, Luisa Almeida, Marcia Pastore, Nazareth Pacheco, Patricia Carparelli, Paula Costa, Ana Elisa Egreja, Candida Höfer, Jessica Mein, Marcia de Moraes, Sandra Gamarra, Vivian Caccuri, Fabiana de Barros, Liliana Porter, Paula Garcia, Regina Silveira, Rochelle Costi, Gasediel, Marie Luce Nadal, Leonor Antunes, Fernanda Gomes, Magdalena Jitrik, Luisa Lambri, Laura Lima, Renata Lucas, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Nicolás Paris, Marina Saleme, Clarissa Tossin, Anna Bella Geiger, Dadamaino, Francesca Woodman, Iulia Nistor, Kishio Suga, Letícia Ramos, Mariana Castillo Deball, Marina Perez Simão, Naufus Ramírez-Figueroa, Nina Canell, Otobong Nkanga, Paloma Bosquê, Patricia Leite, Sofia Borges, Solange Pessoa, Sonia Gomes, Alice Miceli, Berna Reale, Brígida Baltar, Cristina Canale, Karin Lambrecht, Laura Vinci, Lucia Koch, Melanie Smith, Virginia de Medeiros, Denise Alves-Rodrigues, Maria Montero, Rebecca Sharp, Eliane Prolik, Julia Kater, Juliana Stein, Lais Myrrha, Marina Weffort, Adriana Duque, Ana Holck, Camila Soato, Camille Kachani, Carolina Ponte, Celina Portella, Flávia Junqueira, Graciela Sacco, Janaina Mello Landini, Katia Maciel, Monica Piloni e Romy Pocztaruk.

A galeria que apresenta a porcentagem mais baixa de homens cis brancos é a Mendes Wood, com 41,66%, e é também a que apresenta percentual mais alto de homens cis negros e de mulheres cis negras (13,88% e 5,55%). Em contraponto, a que apresenta porcentagem mais alta de homens cis brancos é a Galeria Luciana Brito, com 82,75%. As galerias que não fecharam acordo com nenhuma pessoa preta para seu grupo de artistas representados são: Baró – Casa Triângulo – Dan Galeria – Fortes D’Aloia e Gabriel – Lume – Marcelo Guarnieri – Marília Razuk – Millan – Superfície – Vermelho – Janaína Torres – Luciana Brito – SIM – Zipper.

Notas do manuscrito

[1] Fioravante, Celso. “Arco das Rosas: O Marchand como Curador”. Secretaria de Estado da Cultura/Casa das Rosas. 120 p. 2001.

[2] IBIDEM.

[3] REX Gallery & Sons (São Paulo, SP). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020.

[4] Todas as pessoas racializadas como “pardas” vieram das tabelas

[5] Lei nº 12.711, de 2012.

Nota editorial: a nota 4 está interrompida no arquivo. A chamada “2019²” após a PNAD não apresenta uma referência bibliográfica correspondente verificável no manuscrito. Essas lacunas foram preservadas.

Nomes da composição de capa — transcrição

adriana duque, adriana varejão, agnieszka kurant, alessandra rehder, alexandre arrechea, alice miceli, alice shintani, alvaro barrington, amalia giacomini, amanda mei, amelia toledo, ana dias batista, ana elisa egreja, ana holck, ana maria tavares, ana mazzei, ana paula oliveira, ana prata, ana sario, ana vitória mussi, anaisa franco, andrea cypriano, angélica teuta, anna bella geiger, anna costa e silva, anna israel, anna maria maiolino, antonio obá, bárbara wagner, beatriz milhazes, berna reale, betty leirner, brígida baltar, camila rocha, camila soato, camille kachani, candida höfer, carla zaccagnini, carmela gross, carolina ponte, celina portella, charbel- joseph h. boutros, chiara banfi, cl salvaro, clara ianni, clarissa tossin, claudia andujar, courtney smith, crânio, cristina ataíde, cristina canale, dadamaino, dalton paula, débora bolsoni, denise alves-rodrigues, denise milan, deyson gilbert, dora longo bahia, elena damiani, eliane prolik, emanoel araújo, eneida sanches, erika verzutti, estela sokol, fabiana de barros, fernanda gomes, flávia junqueira, flávia ribeiro, francesca woodman, gabriela albergaria, gabriela machado, gabriela mureb, gasediel, gerben mulder, gerty saruê, gisele camargo, graciela sacco, guga szabzon, gustavo speridião, helena martins-costa, helô sanvoy, ícaro lira, isaac julien, isabelle borges, iulia nistor, jac leirner, jaime lauriano, janaina mello landini, janaina tschape, jessica mein, joana vasconcelos, johanna calle, julia kater, juliana cerqueira leite, juliana stein, karin lambrecht, katia canton, katia maciel, katia salvany, kika levy, kishio suga, kitty paranaguá, lais myrrha, laura lima, laura miranda, laura vinci, leda catunda, lenora de barro, leonor antunes, letícia parente, letícia ramos, lia chaia, liliana porter, liuba, lucia koch, lucia laguna, lucia mindlin loeb, luciana magno, luciana ohira, luisa almeida, luisa lambri, lydia okumura, lygia pape, mabe bethonico, magdalena jitrik, manuela ribadeneira, marcia de moraes, marcia pastore, marcia thompson, marepe, maria laet, maria lynch, maria montero, maria nepomuceno, maria noujaim, mariana castillo deball, mariana manhães, mariana palma, mariana serri, mariannita luzzati, maricia xavier, marie luce nadal, marilá dardot, marina perez simão, marina rheingantz, marina saleme, marina weffort, marine hugonnier, martha araújo, melanie smith, monica piloni, motta (do duo motta e lima), naufus ramírez-figueroa, nazareth pacheco, neide sá, nicolás paris, nina canell, niobe xandó, nunca, otobong nkanga, paloma bosquê, paola junqueira, patricia carparell, patricia leite, paula costa, paula garcia, paulo nazareth, pedro motta, rafael rg, raphael escobar, raquel garbelotti, raquel kogan, rebecca sharp , regina parra, regina silveira, regina vater, renata egreja, renata lucas, renata pelegrini, renata tassinari, rené francisco, rita gaspar vieira, rochelle costi, romy pocztaruk, rosângela rennó, rubem valentim, samuel de saboia, sandra antunes ramos, sandra cinto, sandra gamarra, sandra lapage, sandra mazzini, sara ramo, sarah lannan (artista do duo simon evans™, sergej jensen, silvia velludo, simone cupello, sofia borges, solange pessoa, sonia andrade, sonia gomes, talitha rossi, tania candiani, tatiana arzamasova (integrante do grupo aes+f), tatiana blass, tomie ohtake, valeska soares, vânia mignone, vini parisi, viola yesiltaç, virginia de medeiros, vivian caccuri, yasmin guimarães, zhanna kadirova.

ARQUIVO VISUAL

Os gráficos do manuscrito

Reproduções históricas. As categorias, os percentuais e os desenhos foram mantidos como aparecem no arquivo. Consulte as notas críticas abaixo: os gráficos contêm divergências e não comprovam identidades individuais nem uma ausência real de pessoas trans ou indígenas. Abra cada imagem para ampliar.

Os gráficos das páginas 10, 11, 13 e 14 acompanham a leitura acima. As demais pranchas estão reunidas a seguir. Na tela, as reproduções usam contraste escuro; os arquivos ampliados preservam as cores do manuscrito.

NOTAS EDITORIAIS · 6 NOVEMBRO 2026

Como ler este registro hoje

As observações desta seção pertencem à edição atual da YURA. Não são declarações novas do autor dentro do manuscrito e não substituem seu conteúdo. A comparação abrange o PDF de 20 páginas e as tabelas que ele referencia, consultadas em 6 de novembro de 2026. As tabelas são documentos distintos, sujeitos a revisões: sua versão atual não equivale automaticamente à base utilizada na exportação histórica do PDF.

1. Classificação não é autodeclaração

O método original combinou respostas das galerias com inferências do pesquisador a partir de imagens, obras e biografias. O próprio texto informa que não houve autodeclaração na coleta manual e que o procedimento das galerias não foi confirmado. Assim, raça, gênero e pertencimento indígena aqui registrados devem ser entendidos como classificações históricas da pesquisa, sujeitas a erro, e não como identidades confirmadas das pessoas citadas. A “margem de erro mínima” mencionada pelo manuscrito não foi demonstrada por uma avaliação de confiabilidade.

Imagens e biografias não permitem determinar se uma pessoa é cis ou trans, nem estabelecer pertencimento a um povo indígena. “Não identificado na coleta” não significa “inexistente”. O zero atribuído a pessoas trans e as conclusões sobre pessoas indígenas não sustentam afirmações de ausência real. A categoria “trans” também não constitui um terceiro gênero exclusivo de “homem” e “mulher”. A classificação de Mariana Castillo Deball como indígena, por exemplo, é reproduzida como atribuição do levantamento, sem confirmação de autodeclaração ou pertencimento nesta edição. Não foram produzidas novas classificações individuais.

2. Por que 619 não corresponde a 426 + 196?

O manuscrito informa 619 nomes, 426 homens e 196 mulheres; a soma dos dois últimos números é 622. Os próprios subtotais femininos do texto — 183 brancas, 4 negras, 5 asiáticas e 1 indígena — somam 193. A tabela vinculada registra 193 mulheres. Portanto, 426 + 193 = 619, e a diferença de três coincide com a divergência entre 196 e 193. Esta é uma explicação aritmética sustentada pelos documentos, mas não uma reconstituição definitiva da versão histórica da base.

Valores encontrados nos documentos, sem harmonização silenciosa
Documento / cálculoValoresLeitura crítica
Prosa do PDF, p. 7426 + 196 = 622; total declarado 619Inconsistência interna de três unidades.
Subtotais femininos da prosa183 + 4 + 5 + 1 = 193Compatível com o subtotal feminino da tabela.
Tabela Final vinculada, consulta de 2026425 homens + 193 mulheres + 1 pessoa não binária = 619A versão consultada difere da classificação binária da prosa.
Totais declarados nas 24 galerias620A nota da tabela desconta uma ocorrência de Tomie Ohtake no total geral.

A tabela com todos os dados, cujo metadado de última alteração informa 1º de dezembro de 2020, registra uma pessoa como “não-binárie”. Isso não permite inferir que essa pessoa se identifique como trans, mas impede tratar a versão atual da tabela como se contivesse apenas homens e mulheres. O total por raça também difere: a tabela registra 24 pessoas negras, enquanto o manuscrito registra 27. Os subtotais raciais da tabela consultada, por sua vez, somam 618, diante do total declarado de 619. Não foi identificada uma versão congelada da base que reconcilie todas essas diferenças.

3. Pessoas, coletivos e vínculos de representação

A soma dos totais das galerias é 620. A nota original informa que Tomie Ohtake foi contada em cada uma de duas galerias e uma única vez no total, produzindo 619. Há, porém, outras repetições nominais: Afonso Tostes, Laura Vinci, Mario Cravo Neto, Rafael Alonso, Rodrigo Andrade e Marcelo Moscheta aparecem em mais de uma galeria na tabela consultada. Além disso, uma linha pode designar um coletivo com vários integrantes: AES+F, por exemplo, aparece com “3 homens e 1 mulher”. Há também duos e grupos com formas de registro diferentes.

Uma linha, um vínculo artista–galeria e uma pessoa são unidades diferentes. A planilha combina essas unidades e sua deduplicação não está integralmente documentada. Por isso, a edição preserva “619” como total declarado pelo estudo; não o apresenta como uma contagem auditada de 619 pessoas distintas. Uma atualização exigiria identificadores de pessoas e coletivos, critérios uniformes de expansão de integrantes, registros de representação e deduplicação de toda a base.

4. Percentuais de raça e gênero

Há divergências além da soma geral. A prosa e a tabela apontam 4 mulheres classificadas como negras e 5 como asiáticas, mas os gráficos das pp. 11–13 trazem valores compatíveis com a troca desses dois subtotais: 2,59% corresponde a 5/193 e 2,07% a 4/193. O gráfico de gênero entre pessoas negras usa 82,14% e 17,86%, compatíveis com 23/28 e 5/28, enquanto a prosa declara 27 pessoas negras. Entre pessoas brancas, 66,90% + 31,39% = 98,29%, sem explicação para a diferença. Os valores gráficos foram preservados, sem correção sobre a imagem.

As categorias “negra”, “parda”, “asiática”, “branca”, “indígena” e “cabocla” variam entre documentos. Essa taxonomia não é uma reprodução uniforme da classificação do IBGE. A comparação do manuscrito com a população brasileira exige atenção a esse descompasso, ao recorte paulistano e ao procedimento de classificação utilizado.

5. Local de nascimento e denominadores

A tabela de locais de nascimento soma 424 registros no Brasil e 195 no exterior, totalizando 619. Já o gráfico da p. 16 atribui 76% ao Brasil e 10,61% à Europa; 87/619 corresponde a aproximadamente 14,05%, como consta na tabela e na prosa. Esses gráficos não utilizam de modo consistente o denominador 619. Na p. 15, os percentuais apresentados para os estados do Sudeste somam 107,89%; a tabela registra 76/326 = 23,31% para o Rio de Janeiro, diante de 31,21% no gráfico. No mesmo conjunto, 8/14 corresponde a 57,14% para Brasília, diante de 54,14% impresso.

Na p. 14, o Nordeste aparece com 6,10%, embora a tabela registre 39 dos 424 nascimentos brasileiros (aproximadamente 9,20%). A geografia histórica mistura escalas: Brasília/DF aparece separada do Centro-Oeste na prosa; “Krnov”, uma cidade, aparece entre países; Rússia, Reino Unido e Escócia recebem tratamentos que precisariam ser uniformizados numa revisão. Local de nascimento também não equivale a nacionalidade, residência ou pertencimento cultural. A expressão “afro-brasileires” introduz uma lista que inclui pessoas nascidas fora do Brasil; ela foi mantida como formulação original.

6. Cronologia, referências e fragmentos de elaboração

A pesquisa remete a 2019: o texto situa os primeiros contatos em junho e a coleta entre agosto e dezembro. O PDF não declara uma data de redação. Seus metadados registram criação e modificação em 1º de agosto de 2020, informação técnica de exportação que não comprova a data de redação final. Esta página foi publicada em 6 de novembro de 2026 e não foi retrodatada.

A passagem que situa a fundação do MASP nos anos 1950 contém uma imprecisão: o museu informa fundação em 1947. A galeria Luisa Strina, incluída no parágrafo sobre fundações nos anos 1980, informa ter sido fundada em 1974. A biografia de Raquel Arnaud situa sua primeira galeria em 1973 e sua direção da Arte Global no mesmo período; isso diverge da passagem que as situa nos anos 1960. Sobre o incêndio de 1978, o MAM Rio publicou em 2023 o resultado de sua pesquisa de acervo: 50,8% de 1.150 obras atingidas, diante dos 80% mencionados no manuscrito. Essas informações não foram substituídas dentro do original. A cifra de 57,05% atribuída à PNAD não vem acompanhada de identificação suficiente da tabela ou série estatística para sua reprodução nesta edição como dado conferido. A nota 4 está interrompida e o trecho “(Pinacoteca - Emanoel aquisições)” permanece como fragmento de elaboração. As referências bibliográficas foram transcritas como constam no PDF; sua presença não significa que todos os dados históricos estejam integralmente documentados.

7. Alcance e retomada da pesquisa

O levantamento documenta uma seleção de 24 galerias paulistanas em um período delimitado; não é um censo nacional, uma amostra probabilística ou um diagnóstico atualizado do mercado. A expressão original “principais galerias” não vem acompanhada de um critério reproduzível de seleção. A publicação atual retoma o acesso ao manuscrito e a leitura crítica de sua circulação. Ela não apresenta uma nova coleta, uma revisão por pares ou uma validação da metodologia. As referências a exposições, políticas, instituições e pessoas pertencem ao contexto histórico do texto.

8. O que foi adaptado nesta edição

A edição de leitura recompõe a ordem de títulos, colunas, parágrafos, notas e legendas do PDF e remove apenas quebras de linha impostas pela diagramação. A grafia, a linguagem inclusiva, as listas, os dados e as conclusões do manuscrito foram preservados. A assinatura desta edição foi atualizada para ARIÊ. A tabela e os elementos gráficos permanecem consultáveis em sua forma original; a transcrição não pretende reproduzir cada escolha tipográfica. Resumos, apresentação em inglês, legendas de navegação e notas editoriais são acréscimos identificados de 2026. Não foram acrescentadas fotografias, obras de terceiros ou imagens geradas.

FOR OUR INTERNATIONAL READERS

Negrestudo: mapping race, gender and birthplace in São Paulo’s art galleries

Abstract

In 2019, artist and researcher ARIÊ investigated how race, gender and place of birth appeared in the representation lists of 24 art galleries in São Paulo. This edition makes his complete Portuguese manuscript available alongside the unchanged original PDF, its visual material, an editorial audit and a selection of directly checked publications discussing the project.

Introduction

The manuscript brings a brief history of São Paulo’s gallery circuit into dialogue with questions of access, visibility and racial inequality in contemporary art. It combines gallery responses with classifications inferred from images and biographies. Those classifications are historical research records, not verified identities. Missing information cannot establish that trans or Indigenous people were absent.

According to the author, this is the first publication of this complete 20-page manuscript. A related article, also by ARIÊ, appeared on Projeto Afro on 8 October 2020; it is a different publication of the same research. The research date, the undated manuscript and this YURA publication on 6 November 2026 must be distinguished. Present-day editorial notes document inconsistent totals, collective entries, repeated names and differences between versions of the data. They do not silently revise the original or claim a new dataset. The complete text below remains in Portuguese.

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CIRCULAÇÃO DOCUMENTADA

Publicações, citações e repercussão

Seleção exploratória de fontes verificadas diretamente para esta edição. Publicação autoral, referência acadêmica, reportagem, entrevista e menção têm relações diferentes com o projeto. Essas ocorrências não demonstram leitura deste manuscrito integral nem validam sua metodologia. Não se trata de um inventário exaustivo; traduções e cópias do mesmo texto não são contadas como novas obras.

Capítulo de reflexão curatorial

Ativismo curatorial: caminhos para uma ação curatorial e educativa comprometida com todos ↗

Luciara Ribeiro · Artes Visuais e Educação, Cadernos FLACSO n. 18; organização de Mara Pereira e Renata Sampaio · mar. 2021

Nomeia o NegresTudo e ARIÊ, discute o levantamento como iniciativa de produção de dados sobre desigualdades no sistema da arte e remete ao artigo do Projeto Afro na nota 36. Retoma o resultado sobre a predominância branca; a discussão não constitui validação do método nem referência a esta edição integral.

Citação acadêmica / TCC

Corpo Cor: um documentário sobre pertencimento de artistas negras ↗

Eduarda Rodrigues dos Santos · Faculdade de Comunicação, Universidade de Brasília · 2023; aprovação em 14 fev. 2023

Utiliza o gráfico racial do Negrestudo na justificativa do projeto audiovisual e cita ARIÊ (2020). A nota 2 remete diretamente ao artigo publicado no Projeto Afro. É uma citação acadêmica da divulgação anterior da pesquisa.

Capítulo / discussão de arte e visualização de dados

Encruzilhadas: visualização de dados na arte contemporânea e questões sociais ↗

Larissa Macêdo · Seminário de Arte e Tecnologia: Novos Horizontes, MIS Ceará / Instituto Mirante · seminário de 17–18 out. 2024; data editorial não declarada no PDF consultado

Analisa o Negrestudo como crítica institucional e visualização de dados, reproduz resultados e atribui a autoria a ARIÊ. Referencia o Projeto Afro e o perfil @negres.tudo. O arquivo está hospedado em diretório de maio de 2025, o que não comprova, por si, a data editorial. As afirmações de comprovação de exclusão e identidade são da autora do capítulo e não eliminam os limites metodológicos esclarecidos nesta edição.

Publicação autoral relacionada

Negrestudo: mapeamento de artistas representades pelas galerias de arte de São Paulo ↗

ARIÊ · Projeto Afro · 8 out. 2020

Texto do mesmo autor sobre a mesma pesquisa, com abertura relacionada aos debates de 2020 e trechos de método e resultados em comum. Não é este PDF integral: não reproduz a apresentação histórica, a lista completa e toda a sequência gráfica do manuscrito. A etapa de inferência manual é explicitada no PDF e não aparece com a mesma extensão na versão do site.

Entrevista / recomendação pública

Perfil Artsoul: Carollina Lauriano ↗

Diogo Barros; entrevistada: Carollina Lauriano · Artsoul · 3 mar. 2021

Na entrevista concedida em fevereiro de 2021, Carollina Lauriano recomenda acompanhar o Negrestudo. É recomendação de projeto, não citação acadêmica ou validação metodológica.

Reportagem

Cia Pé no Mundo: criatividade negra na dança contemporânea ↗

Carolina Fortes · EmergeMag · 31 maio 2022

Utiliza dados atribuídos ao Negrestudo e remete ao Projeto Afro. A reportagem reproduz números e uma janela temporal que divergem entre documentos; aqui se registra essa circulação sem importar a transcrição como correção da base.

Comunicação institucional / uso dos dados

Adeus/Goodbye HOA Galeria ↗

HOA · HOA · 4 nov. 2024

Reproduz e discute dados atribuídos ao Negrestudo de ARIÊ, publicados pelo Projeto Afro. A janela “2018–2020” adotada pela HOA não corresponde à data de coleta declarada no manuscrito.

Registros do levantamento anterior ainda em conferência

O levantamento anterior também aponta dissertações e trabalhos de conclusão de curso (USP, UFC e CELACC), capítulos, materiais didáticos e outras menções. Algumas fontes oficiais não puderam ser reabertas ou tiveram a passagem pertinente ainda não confirmada nesta conferência. Por isso, esses registros não foram promovidos aqui a citações integralmente confirmadas.

O registro de circulação pode receber novas entradas e correções com indicação de fonte, autoria, data e localização da passagem.

Tabelas e referências do manuscrito

Estes são os documentos vinculados na p. 20 do PDF. São fontes distintas do arquivo preservado; versões posteriores podem apresentar diferenças.

  1. Tabela com todos os dados das 24 galerias (.xlsx)
  2. Tabela Final: gênero e raça
  3. Porcentagens dos locais de nascimento
  4. Local de nascimento especificado em cada galeria

As referências de Celso Fioravante, da Enciclopédia Itaú Cultural e da Lei nº 12.711 estão transcritas nas notas do manuscrito, acima. O registro do catálogo de Celso Fioravante, de 2001, foi localizado no ICAA/Museum of Fine Arts, Houston; o registro bibliográfico não verifica, por si, cada afirmação histórica do manuscrito. Novos links de verificação histórica aparecem apenas nas notas editoriais.

Arquivo da pesquisa

“Negrestudo, mapeamento de galerias.pdf”, 20 páginas. Pesquisa de ARIÊ. O arquivo para consulta e download preserva os mesmos bytes do PDF fornecido pelo autor. O documento original continua disponível também em seu endereço no Drive, sujeito às permissões daquele serviço.

Consultar PDF ↗Download do original
Integridade e créditos do arquivo

Texto, tabelas e elementos gráficos: ARIÊ / Negrestudo. A edição reproduz os materiais do próprio manuscrito fornecido pelo autor. Não foram utilizadas fotografias ou obras de terceiros como ilustração desta página.

Tamanho do PDF: 463.000 bytes. Metadados técnicos de exportação: 1º de agosto de 2020; esses metadados não equivalem à data comprovada de redação final.

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